Quem é Cassyette, a artista que mistura pop sombrio, rock e peso alternativo
Por Redação RockFuel ·
Cassyette mistura pop sombrio, rock alternativo, eletrônico e peso moderno sem escolher entre os dois lados. Para quem curte Bring Me the Horizon, Evanescence e Paramore, é um nome para acompanhar.
Curiosidade RockFuel
O rock alternativo dos anos 2020 não cabe mais nas mesmas caixas de antes. Não existe linha clara separando pop de metal, emo de eletrônico, peso de melodia. E é exatamente nesse espaço sem divisa que Cassyette opera.
Cassyette é o nome artístico de Cassy Brooking, cantora, compositora, artista e produtora britânica de Brighton. Ela constrói um som que oscila entre baladas carregadas e faixas pesadas sem pedir licença para nenhum dos dois lados: pop sombrio, rock alternativo, eletrônico, drum 'n' bass, emo e metal moderno convivem no mesmo disco sem que isso pareça forçado.
A carreira dela começou a ganhar corpo com singles lançados a partir de 2019, mas foi em 2022 que o nome começou a aparecer em contextos maiores. Naquele ano, ela venceu o prêmio de Melhor Artista UK em Ascensão no Heavy Music Awards, o que já diz muito sobre para onde a cena alternativa britânica estava olhando. No mesmo ano, abriu shows para My Chemical Romance na turnê de retorno da banda e percorreu a Europa ao lado do Sum 41.
A voz de Cassyette é rouca, intensa e funciona tanto nos momentos quietos quanto nos mais agressivos. Ela não esconde a influência de bandas como Evanescence, Paramore e Bring Me the Horizon. E essa referência não é problema, porque ela usa essas influências como ponto de partida, não como destino final.
Em agosto de 2024, Cassyette lançou seu primeiro álbum de estúdio, This World Fucking Sucks, pelo selo 23 Recordings. São 15 faixas e 40 minutos de um disco que ela descreveu como catártico: os temas passam pela morte do pai, vícios, niilismo e a tensão de viver no mundo de hoje. O resultado é mais honesto do que o título provocativo sugere, e bem menos pessimista do que parece.
No mesmo ano, ela esteve entre os atos de abertura da NX_GN WRLD TOUR do Bring Me the Horizon, o que colocou o nome dela diante de plateias de estádio em toda a Europa. Antes disso, também se apresentou no Download Festival, um dos festivais de rock mais tradicionais da Inglaterra.
Além da própria carreira, Cassyette trabalha como compositora para outros artistas. Co-escreveu Doomsday Blue, a música com que Bambie Thug representou a Irlanda no Eurovision Song Contest de 2024. É o tipo de crédito que mostra que ela não está confinada ao próprio universo.
Sua base de fãs, que se autodenomina Degenerettes, acompanha a artista com fidelidade nas plataformas digitais, incluindo o TikTok, onde ela acumula milhões de visualizações. Em 2025, lançou uma versão deluxe do álbum de estreia, chamada This World Still Fucking Sucks.
Para quem pode fazer sentido: fãs de Bring Me the Horizon que querem descobrir quem está abrindo os shows, ouvintes de Evanescence que não têm medo de peso com pop, admiradores de Paramore que curtem a fase mais intensa da banda, quem curte Poppy ou Wargasm, e qualquer pessoa que queira entender como soa o rock alternativo moderno sem as velhas fronteiras de gênero.
Análise RockFuel
Cassyette representa uma geração que não quer escolher entre pop e peso. Ela usa a estética alternativa como linguagem completa: som, visual, emoção e atitude ao mesmo tempo. Isso não é novo como conceito, mas poucos artistas conseguem equilibrar os dois lados com a mesma naturalidade.
Ela talvez ainda não seja um nome enorme para o público brasileiro, mas é o tipo de artista para ficar no radar. Quem quer entender para onde parte do rock alternativo está indo tem em Cassyette um ponto de referência atual, sem nostalgia e sem pose de descoberta tardia.
Fontes e referências
- Cassyette