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Tarja Turunen lamenta a morte de Bonnie Tyler: "A rainha se foi"

Por Redação RockFuel ·

Bonnie Tyler, ícone do rock galês, morreu aos 75 anos após semanas internada em Portugal. Tarja Turunen, do Nightwish, lembrou dela como a primeira artista que viu ao vivo, aos 12 anos.

Tarja Turunen lamenta a morte de Bonnie Tyler: "A rainha se foi"

Bonnie Tyler, cantora galesa conhecida pelo timbre rouco e por hinos como "Total Eclipse of the Heart", morreu em 8 de julho, aos 75 anos, num hospital em Faro, Portugal. Ela havia sido internada em maio para uma cirurgia intestinal de emergência, entrou em coma induzido, e chegou a acordar em junho — mas seguia em estado grave na UTI até o desfecho final.

Tarja Turunen, ex-vocalista do Nightwish e referência do metal sinfônico, prestou homenagem nas redes: "A rainha se foi. Bonnie foi a primeira artista que vi ao vivo, quando tinha 12 anos. Eu tinha pôsteres dela nas paredes e todos os seus discos. Eu a admirava muito. Obrigada pela música, Bonnie! Descanse em paz."

Uma carreira de décadas

Nascida Gaynor Hopkins, Tyler emplacou hits nos anos 70 e 80 como "It's a Heartache" e "Holding Out for a Hero" — esta última parte da trilha de "Footloose". "Total Eclipse of the Heart" a tornou a primeira artista galesa a chegar ao topo da Billboard Hot 100. Ao longo da carreira, recebeu três indicações ao Grammy e foi condecorada pela rainha Elizabeth II como Membro da Ordem do Império Britânico.

Reações

Rod Stewart, amigo de longa data, escreveu: "Ela era uma boa amiga, uma verdadeira agitadora de almas. Canto 'It's a Heartache' toda noite na turnê." O primeiro-ministro britânico Keir Starmer também se manifestou, chamando-a de "uma das maiores artistas da Grã-Bretanha".

Análise RockFuel

A homenagem de Tarja diz algo além da perda em si: mostra como a voz potente e dramática de Bonnie Tyler ajudou a abrir espaço, numa era dominada por homens, para o tipo de vocal expressivo que décadas depois se tornaria marca registrada do metal sinfônico. A conexão entre as duas — uma cantora pop-rock galesa dos anos 80 e uma soprano finlandesa de metal — mostra como influência musical nem sempre segue os limites de gênero ou geração.

Fontes e referências

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