Spiritbox expulsam fã descontrolado em show nos EUA: o que rolou por trás do palco
Por Redação RockFuel ·
Courtney LaPlante parou o show do Spiritbox para expulsar um fã agressivo em Phoenix — e depois precisou se defender publicamente da acusação de ter punido alguém só por fazer moshing.
Durante o show do Spiritbox em Phoenix, no Arizona, em 15 de julho, a vocalista Courtney LaPlante parou a apresentação pouco antes da música final, "Soft Spine", para tirar um fã da plateia. O baterista Zev Rose, de cima do próprio kit, avistou o homem socando outras pessoas dentro da área VIP, perto do palco — não no mosh pit, onde o contato físico é esperado.
LaPlante pediu que o público apontasse o responsável, prometendo não continuar o show até garantir a segurança de todos. Depois de identificado, o homem foi retirado pela segurança. Do palco, ela ainda checou se uma das vítimas estava bem, e tentou aliviar a tensão com uma piada sobre "luta de karatê" — comentário que, mais tarde, geraria parte da polêmica em torno do episódio.
A polêmica que veio depois
O vídeo do momento só circulou amplamente cerca de uma semana depois do show, e parte do público interpretou a expulsão como punição por moshing — prática comum e aceita em shows de metal.
LaPlante respondeu diretamente no Twitter/X, nos dias seguintes: "Foi um homem velho e bêbado batendo na cabeça de pessoas voltadas para o palco, numa área VIP pequena, várias vezes enquanto tocávamos. Não era apropriado nem divertido para ninguém ali." Ela também justificou o comentário sobre "show de rock": "Eu disse isso porque é verdade, a gente estava abrindo para a Evanescence. Sou uma convidada na casa deles."
Contexto da turnê
O show fazia parte da Sanctuary World Tour, turnê de Evanescence, com Spiritbox e Nova Twins na abertura. Semanas antes, a banda tinha se apresentado com "Soft Spine" no Grammy 2026, onde concorreu pela terceira vez na categoria Melhor Performance de Metal.
Análise RockFuel
A parte mais reveladora dessa história não é a expulsão em si — é a reação que veio depois. LaPlante teve que gastar dias explicando, em detalhe, que a diferença entre moshing e agressão real não é sutil, e que a cena de metal ainda confunde as duas coisas com frequência. A defesa dela nas redes, direta e sem meias palavras, virou parte inseparável da notícia original.
É um lembrete de que intensidade e violência não são a mesma coisa — e que, às vezes, defender essa diferença dá mais trabalho do que a própria decisão de segurança tomada em cima do palco.