Slipknot já está gravando novo álbum com produtor Matt Wallace; Jim Root detalha o processo criativo
Por Redação RockFuel ·
Jim Root confirma que Slipknot já está em estúdio com o produtor Matt Wallace para o novo álbum – e a pegada promete surpreender os fãs mais fiéis.

Imagem: Foto: Reprodução / loudwire.com
Novo capítulo na discografia do Slipknot
Depois de um período dedicado a turnês e lançamentos que celebraram o passado, o Slipknot volta a movimentar os fãs com novidades fresquinhas. Jim Root, guitarrista veterano de quase 30 anos na banda, revelou que já estão trabalhando pesado em material para um novo disco. A boa notícia veio em entrevista no podcast Ride Bynd, onde ele comentou sobre o processo e o time por trás dessas novas composições.
O produtor escolhido é Matt Wallace, conhecido pelo trabalho com Faith No More e Maroon 5, entre outros, que está acompanhando as sessões e supervisionando 50 arranjos em andamento. Root descreve que o processo é bastante orgânico: a banda se junta para jam sessions que duram mais de uma hora, e dali surgem ideias que depois são lapidadas e arranjadas pelo Clown, responsável pelas teclas e manipulação de samples.
Nova formação e clima de garagem
Esse álbum será o primeiro contando com Eloy Casagrande na bateria, além do ainda não oficializado substituto de Craig Jones nos samplers. Segundo Jim, o Eloy vem dando uma nova dinâmica importantíssima às composições. Ele e o guitarrista têm experimentado riffs variados, desde os mais rápidos até momentos melódicos e até passagens com cara de doom, com interlúdios limpos que abrem a experiência sonora.
Curioso é que Root cita um paralelo experimental até com Phil Collins e o Genesis, dando a entender que estão abertos a misturar elementos e influências que vão além do metal tradicional da banda. Apesar disso, ele descarta qualquer retorno ao som nu-metal que os marcou no final dos anos 90. A intenção é avançar, mantendo um pé nas características da banda, mas apostando em novidades e frescor.
Uma visão de processo e inspiração
Jim Root confessa que nunca esteve tão próximo de conseguir traduzir para a gravação exatamente a música que ele ouve na cabeça. A energia é nova. Ele descreve como gostaria de ter um estúdio sempre aberto, para passar dias inteiros trabalhando e eventualmente escapar para recarregar o lado criativo.
O clima da produção tem sabor de banda ensaiando na garagem para montar as músicas de forma espontânea e verdadeira. Não há regras definidas, só a vontade de criar algo real e autêntico. Jim também conta que Matt Wallace tem ajudado com uma escuta imparcial, destacando quando uma ideia foge do esperado, mas ainda assim soa familiar — algo que só o Slipknot consegue fazer.
Cronologia recente e cenário atual
Desde que lançaram The End, So Far em 2022, o Slipknot teve uma agenda movimentada: turnês de aniversário para o álbum de estreia de 1999, mudanças de formação e a chegada do inédito Look Outside Your Window, projeto que ficou engavetado por muito tempo. Agora, com a agenda limpa e foco 100% em estúdio, essas sessões podem sinalizar o começo de uma nova era para o coletivo de Des Moines.
Análise RockFuel
Depois de tanto tempo e tantas fases, o Slipknot mantém o desejo de renovação sem abrir mão da identidade. O papel do Eloy Casagrande é um ponto de virada: a entrada dele promete trazer diversidade rítmica e técnica que pode sacudir a dinâmica interna da banda. Essa mistura com a produção de Matt Wallace, que não é um nome típico do metal, pode dar um ar mais expansivo e experimental ao resultado final.
O desafio maior está em manter a agressividade que é marca registrada do grupo sem se prender ao passado. Jim Root deixa claro que não querem repetir fórmulas nem virar uma banda refém das raízes nu-metal. É uma busca por amadurecimento sonoro, um equilíbrio entre brutalidade e complexidade, entre experimentação e visceralidade. Para fãs que cresceram com eles ou chegaram depois, é uma promessa de evolução que vale acompanhar de perto.
Relevância no Brasil e o público local
O Slipknot construiu uma relação sólida com o público brasileiro, com apresentações marcantes em grandes festivais como o Rock in Rio e turnês por várias capitais. O metal mais agressivo sempre encontrou no Brasil uma base fiel, especialmente entre os fãs que valorizam o peso e a entrega visceral.
A expectativa em torno desse novo álbum é grande por aqui. Uma legião acompanha cada passo da banda com paixão desde os anos 2000 e certamente vai receber qualquer novidade com os ouvidos bem abertos.
Além disso, o cenário brasileiro vem crescendo com novos nomes do metal e do metalcore, e a trajetória do Slipknot serve tanto como influência quanto como parâmetro para a cena local. A retomada dessa nova fase pode reacender o interesse pela banda no país e abrir caminho para shows futuros, algo que interessa a quem acompanha o gênero por aqui.