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Sleep volta sem Matt Pike e lança música nova antes da turnê 2026 pela América do Norte

Por Redação RockFuel ·

Sleep reaparece após oito anos sem música inédita e anuncia primeira turnê sem Matt Pike, com uma nova formação e disco em quadrinhos no horizonte.

Sleep volta sem Matt Pike e lança música nova antes da turnê 2026 pela América do Norte

Imagem: Foto: Reprodução / loudwire.com

O retorno inesperado do Sleep

Após oito anos sem lançar nenhum material inédito, a lenda do stoner metal Sleep reaparece com uma novidade que chama atenção: a primeira música da carreira gravada sem a presença do guitarrista e cofundador Matt Pike. Essa ausência pesa, já que Pike sempre foi voz fundamental na identidade sonora do grupo, especialmente após o aclamado álbum The Sciences de 2018, até então sua última obra. Além disso, a banda anunciou uma turnê extensa pelos Estados Unidos e Canadá para o outono de 2026, colocando a pedra fundamental dessa nova fase.

Nova formação e a estreia de "Have Spacesuit Will Travel"

Com a saída de Pike, a formação do Sleep foi remodelada. Agora, quem está no comando são o vocalista e baixista Al Cisneros, também cofundador, o baterista Dale Crover, conhecido pelo trabalho no Melvins, e o guitarrista Bubba Dupree, que vem da banda Void. A faixa que abre essa nova etapa, "Have Spacesuit Will Travel", foi divulgada com bastante impacto, trazendo um riff pesado e sombrio que, segundo o próprio Cisneros, remete à era clássica de Tony Iommi nos anos 70.

Esse retorno sonoro não faz feio diante do passado glorioso da banda, muito pelo contrário. Os fãs antigos terão motivos para reavaliar a química entre esses músicos e entender se o Sleep consegue manter o nível criativo sem Pike.

O que esperar da turnê?

O giro começa no dia 8 de setembro em San Diego e segue até 17 de novembro em Washington, D.C., cobrindo cidades históricas do rock e do metal alternativo na América do Norte. Serão 27 shows distribuídos entre grandes centros como Austin, Seattle, Vancouver, São Francisco, Chicago e Toronto, entre outros. O formato trio promete imprimir uma nova dinâmica ao repertório clássico e ao novo material.

Paralelamente, Cisneros embarca também na carreira literária com um quadrinho chamado Sleep Comic Book, que narra a trajetória mística do personagem Marijuanaut. O enredo leva o leitor ao planeta Iommia e reforça a atmosfera obscura e psicodélica tão cara ao Sleep. O lançamento está previsto para setembro, com edições para colecionadores que incluem arte assinada, papel para enrolar customizado, pôster e um flexi-disc exclusivo.

Análise

O retorno do Sleep sem Matt Pike deixa uma sensação ambígua. De um lado, é difícil não sentir a ausência de um dos guitarristas mais influentes do stoner dos últimos 30 anos. Por outro, a entrada de Bubba Dupree pode trazer frescor e uma nova cor ao repertório, especialmente com a batida sólida de Crover e o baixo marcante de Cisneros. "Have Spacesuit Will Travel" parece confirmar que o grupo ainda consegue abraçar sua essência psicodélica e pesada sem abrir mão da atmosfera enigmática que marcou seus discos anteriores.

A turnê de 2026 será um bom termômetro para avaliar se a nova formação sustenta o legado ao vivo. A curiosidade fica para saber como o setlist equilibrará clássicos e material novo, e como o público responderá a isso. Para os fãs, é hora de ajustar as expectativas e estar aberto para um Sleep em transformação.

Por que a notícia interessa para o público brasileiro

Sleep sempre teve uma relação especial com a cena underground brasileira. O gênero stoner vem ganhando espaço consistente no país, com uma base de fãs fervorosa que acompanha de perto as vertentes mais pesadas e psicodélicas do metal.

A nova formação e o material inédito reacendem o interesse por uma banda que, no Brasil, é referência obrigatória para quem mergulhou fundo no som de Black Sabbath e nas distorções densas dos anos 90. A expansão para o universo dos quadrinhos também dialoga com a cultura rock local, rica em coletivos e artistas que valorizam produções independentes e contraculturais.

Fontes e referências

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