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Quando Metallica precisou de músicos substitutos nos palcos: as histórias por trás das ausências

Por Redação RockFuel ·

Em 23 anos sem faltar a um show, Lars Ulrich teve só um deslize — e foi preciso um baterista do Slayer e outro do Slipknot, mascarado, para segurar a apresentação inteira.

Quando Metallica precisou de músicos substitutos nos palcos: as histórias por trás das ausências

Kirk Hammett e Robert Trujillo nunca perderam um show do Metallica, segundo os próprios registros da banda. Já Lars Ulrich passou quase 23 anos sem faltar a uma apresentação — até 6 de junho de 2004, quando um mal-estar durante o voo para o Download Festival, na Inglaterra, o impediu de subir ao palco horas antes do show. Ele nunca detalhou publicamente o que aconteceu, só chamou de "um episódio". Não voltou a faltar desde então.

A noite em que dois bateristas salvaram o show

Diante de cerca de 70 mil pessoas, a banda decidiu não cancelar. Dave Lombardo, do Slayer, que já tinha se apresentado mais cedo naquele mesmo festival, tocou as duas primeiras músicas do set, "Battery" e "The Four Horsemen". Depois, foi a vez de Joey Jordison, do Slipknot — ainda com a máscara e o macacão da própria banda —, que assumiu o resto da apresentação, com exceção de uma faixa: "Fade to Black" ficou por conta de Flemming Larsen, o próprio técnico de bateria de Ulrich.

Jordison teve apenas uma hora para ensaiar antes de subir ao palco, e ainda assim deu conta de clássicos como "For Whom the Bell Tolls", "Creeping Death", "Seek and Destroy", "Nothing Else Matters" e "Enter Sandman". Anos depois, ele descreveu a experiência como "um sonho realizado" e "um dos melhores shows da minha vida".

James Hetfield e os desafios físicos

Com Hetfield, as ausências vieram de lesões físicas ao longo da carreira. Em 2000, durante a turnê Summer Sanitarium, um acidente de jet ski o tirou de pelo menos três shows, com músicos convidados assumindo vocais e guitarra.

Análise RockFuel

O que essas histórias mostram, além da logística de manter uma turnê de pé, é o tamanho da confiança que artistas de bandas rivais ou aliadas têm entre si nesse universo. Um baterista do Slayer abrindo o show e um do Slipknot fechando, mascarado, tocando de ouvido um repertório que não era o dele — isso só acontece quando a cena do metal funciona menos como competição e mais como uma rede de apoio.

O caso de 2004 também dá uma medida real do que significa "23 anos sem faltar": não é sorte, é resistência. E quando finalmente falhou, a resposta da banda — recorrer a quem estava fisicamente no mesmo festival — mostra que o plano B do Metallica sempre foi mais sólido do que aparenta.

Fontes e referências

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