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Os bastidores de 'Di'Anno: Iron Maiden's Lost Singer', o documentário que escancara a vida difícil do ex-vocalista do Maiden

Por Redação RockFuel ·

Paul Di'Anno, primeiro vocalista do Iron Maiden, morreu em 2024. O documentário sobre seus últimos anos só chega ao público agora — quase um ano depois de sua morte.

Os bastidores de 'Di'Anno: Iron Maiden's Lost Singer', o documentário que escancara a vida difícil do ex-vocalista do Maiden

Paul Di'Anno, primeiro vocalista do Iron Maiden e voz dos dois primeiros discos da banda, o self-titled de 1980 e Killers, de 1981, morreu em outubro de 2024, aos 66 anos, de uma dissecção da aorta.

Quase um ano depois, o documentário que registrou seus últimos anos de vida, Di'Anno: Iron Maiden's Lost Singer, começou finalmente a chegar ao público: primeiro em festivais europeus, depois em cinemas do Reino Unido a partir de maio de 2026, e nos Estados Unidos em 9 de junho, mesma data do lançamento em VOD, DVD e Blu-ray.

Um projeto que mudou de rumo

O diretor Wes Orshoski — que já tinha feito documentários sobre Lemmy Kilmister e a banda The Damned — foi procurado pela Cleopatra Records em 2017, com a ideia de um filme mais leve sobre a personalidade extravagante de Di'Anno. O que ele encontrou nos bastidores era outra história: um homem enfrentando problemas de saúde graves, incluindo períodos em cadeira de rodas, que ainda buscava forças para se reconectar com o próprio passado.

A produção levou mais de seis anos. Uma campanha de financiamento coletivo, organizada por fãs, ajudou a viabilizar tratamentos médicos para Di'Anno, incluindo procedimentos realizados na Croácia. O reencontro com Steve Harris e outros integrantes históricos do Iron Maiden, registrado no filme, reacendeu vínculos que pareciam perdidos havia décadas — a banda chegou a ajudar a bancar parte dos custos de uma cirurgia de Paul.

Uma estreia adiada pelo luto

Em 21 de outubro de 2025, no primeiro aniversário da morte de Di'Anno, Orshoski anunciou pelo Instagram que o documentário finalmente sairia da gaveta, começando por uma exibição para amigos e família em Londres antes da entrada nos festivais europeus.

Análise RockFuel

O documentário chega como um retrato que só pôde ser completado depois da morte do próprio retratado — o que muda o peso de cada cena. O que era, no início, um projeto sobre um personagem carismático do metal virou, ao longo de seis anos, o registro de alguém lutando contra o próprio corpo e o próprio orgulho, com uma rede de fãs sustentando boa parte do caminho.

Talvez o dado mais revelador seja o tempo: quase um ano entre a morte de Di'Anno e a decisão de finalmente lançar o filme. Não é indiferença — é o tempo que às vezes é preciso para transformar dor recente em algo que o público consegue assistir sem que pareça exploração.

Fontes e referências

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