Nikki Sixx rebate duramente críticas de Shannon Larkin sobre Mötley Crüe — e Larkin recua no dia seguinte
Por Redação RockFuel ·
Nikki Sixx respondeu com dureza a uma crítica de Shannon Larkin sobre faixas pré-gravadas no Mötley Crüe — e o baterista se desculpou publicamente no dia seguinte, admitindo o erro.
Nikki Sixx, baixista do Mötley Crüe, respondeu com dureza a Shannon Larkin depois que o ex-baterista do Godsmack o citou como exemplo de artista que depende de faixas pré-gravadas em shows ao vivo. A troca reacendeu uma rixa entre as duas bandas que já passa de uma década.
Em live no próprio canal do YouTube, em 19 de junho, Larkin comentava a contratação de Mike Mangini, ex-Dream Theater, como baterista do Godsmack, depois de uma passagem breve de Wade Murff em datas norte-americanas da turnê. No meio da explicação, citou Sixx: "Você vê o Nikki Sixx lá no palco. Ele nem está cantando direito, olha para o lado, mas ainda ouve a voz dele. É uma faixa tocando. O Godsmack não usa click nem faixa de apoio."
A resposta no X
Sixx viu o comentário e respondeu no X, nove dias depois: "Quem é esse hater, Shannon Larkin? É engraçado como tantas bandas de segundo e terceiro escalão passam mais tempo falando da gente do que escrevendo músicas que alguém realmente lembra. Talvez seja inveja, talvez insegurança, talvez a venda de ingressos esteja meio lenta. De qualquer forma, pegar carona na fama alheia nunca foi estratégia de carreira de longo prazo."
Larkin recua e pede desculpas
No dia seguinte, Larkin voltou às redes — dessa vez no Facebook Live — para se desculpar: disse que "cometeu um erro" ao citar Sixx como exemplo, que o comentário "saiu do contexto" e que não tinha interesse em reviver a rivalidade antiga entre as bandas. Afirmou ainda não gostar de brigas públicas e que não fez aquilo buscando publicidade.
Uma rixa com histórico
O atrito remonta a 2009, quando o Godsmack abriu para o Mötley Crüe na turnê Crüe Fest 2, e a segurança da banda anfitriã gerou desconforto nos bastidores com convidados do Godsmack. O vocalista Sully Erna afirmou depois que a música "Cryin' Like a Bitch" (2010) nasceu dessa tensão.
A acusação de faixas pré-gravadas também chega num momento sensível para o Mötley Crüe: no início de 2026, a banda venceu uma disputa judicial com o ex-guitarrista Mick Mars, que alegava o mesmo tipo de prática — e depois admitiu, sob juramento, que a acusação era falsa.
Análise RockFuel
O que torna essa história mais interessante que uma simples treta de redes sociais é o timing: Sixx acabava de sair vitorioso de um processo judicial sobre exatamente essa acusação, então a fala de Larkin bateu num ponto sensível recente, não numa crítica genérica de sempre. Faz sentido a resposta ter vindo tão afiada.
O desfecho também importa: Larkin recuou rápido, sem forçar a barra. Numa cena onde brigas costumam se arrastar por semanas nas redes, esse ciclo completo — provocação, resposta, desculpa — em menos de dois dias é raro o suficiente para valer nota à parte.