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Nikki Sixx rebate duramente críticas de Shannon Larkin sobre Motley Crue e discussão esquenta

Por Redação RockFuel ·

A treta entre Nikki Sixx e Shannon Larkin reacende o debate sobre autenticidade nos shows de rock, com acusações de uso de click track e provocações afiadas entre banda e banda.

Nikki Sixx rebate duramente críticas de Shannon Larkin sobre Motley Crue e discussão esquenta

Imagem: Foto: Reprodução / loudwire.com

Quando a história entre Motley Crue e Godsmack ferve

Nikki Sixx, lendário baixista do Motley Crue, não ficou nada satisfeito com algumas declarações do baterista Shannon Larkin no YouTube. Larkin, que comandou as baquetas do Godsmack entre 2002 e 2024, soltou um comentário polêmico em uma live sobre o uso de click tracks em shows do Motley Crue. A resposta de Sixx veio rápida e cortante no X (antigo Twitter), reacendendo uma rivalidade que carrega ecos desde o início dos anos 2000.

Cliques e controvérsias: o que foi dito

No vídeo, Larkin defendeu Mike Mangini, atual baterista do Godsmack, após sua substituição temporária por Wade Murff na turnê europeia do Black Veil Brides. Aproveitou para ressaltar que, diferente do Godsmack, o Motley Crue precisava tocar com click track e backing tracks para conseguir reproduzir seus shows ao vivo, citando inclusive Sixx. Segundo o músico, os multilive shows da banda de Los Angeles são pautados por essas artimanhas, que prejudicariam a autenticidade.

"Você vê o Nikki Sixx lá no palco. Ele não está realmente cantando, ele olha para o lado mas você ainda ouve a voz dele. Isso é uma faixa pré-gravada. Para essas coisas acontecerem, a banda tem que estar no click, e o Motley Crue está, diferente da gente, que o baterista usa click para manter o tempo. Mas o resto do grupo não depende disso", afirmou Larkin.

Nikki Sixx não deixa barato

Sixx não se segurou e usou sua rede social para replicar: "É engraçado como tantas bandas de segundo ou terceiro escalão passam mais tempo falando da gente do que escrevendo músicas que o público de verdade lembra. Talvez seja inveja ou insegurança, talvez venda de ingresso esteja devagar. De qualquer forma, pegar carona na fama dos outros nunca dá certo."

O baixista aproveitou para criticar músicos que nunca entenderam que o melhor caminho na carreira é compor grandes canções, ano após ano, para fãs e não para críticos ou haters. "Me lembra aquela turma de podcast que só cresce falando dos outros, e não criando algo que valha a pena."

Uma rixa antiga com ecos do passado

Esse atrito não é novo e data de mais de uma década. Em 2009, durante a turnê Crue Fest 2, o Godsmack abriu para o Motley Crue, e o clima azedou quando seguranças da banda mais velha expulsaram Larkin e seus convidados do backstage. Na época, o baterista explicou que o problema vinha mais da segurança do que diretamente de Sixx, mas que o baixista era o líder e, portanto, simbolicamente envolvido.

O episódio culminou na música Cryin' Like a Bitch, lançada pelo Godsmack em 2010, que de acordo com o vocalista Sully Erna, foi inspirada nessas tretas, uma resposta à arrogância e atitude dos rockstars daquele giro.

Análise

Em meio a um tempo em que muitos artistas parecem mais preocupados com a imagem do que com a música, essa troca entre Sixx e Larkin traz à tona questões recorrentes do rock: o que é autenticidade? Usar click track em show é trapaça ou ferramenta? E até que ponto rivalidades alimentam a boa, ou má, fama?

Motley Crue e Godsmack vêm de gerações diferentes, com trajetórias que se cruzaram e se colidiram. Sixx critica justamente o que ele vê como oportunismo entre músicos que não conseguiram se firmar plenamente. Por outro lado, Larkin levanta uma discussão legítima sobre os suportes usados para manter a performance ao vivo no nível esperado pelo público.

No fim das contas, a polêmica vaza do que fica nos bastidores e vira combustível para os fãs. E nessa guerra de egos, a música deveria falar mais alto, ainda que o rock'n'roll se nutra de provocações e desaforos de vez em quando.

Importância para o público brasileiro

No Brasil, tanto Motley Crue quanto Godsmack construíram bases sólidas de fãs, especialmente entre quem cresceu ouvindo hard rock e heavy metal nas décadas de 80 e 90.

O debate sobre autenticidade ao vivo ressoa com força por aqui: o público brasileiro é conhecido por sua exigência e entrega nos shows, e a discussão sobre click tracks e backing tracks já circula há tempos entre músicos e fãs nacionais.

Quando duas bandas desse calibre trocam farpas publicamente, o eco chega rápido às comunidades de rock do país, e alimenta um debate que vai muito além do palco.

Fontes e referências

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