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Morrissey apaga crítica ácida contra Johnny Marr e acusa ex-companheiro de destruir legado dos Smiths

Por Redação RockFuel ·

Morrissey entrega farpas pesadas contra Johnny Marr e acusa ex-guitarrista dos Smiths de destruir a história da banda numa briga que não termina.

Morrissey apaga crítica ácida contra Johnny Marr e acusa ex-companheiro de destruir legado dos Smiths

Imagem: Foto: Reprodução / loudwire.com

Um lançamento inédito da BBC para mexer no caldeirão dos Smiths

O nome dos Smiths voltou a provocar polêmica esta semana, quando Morrissey soltou uma mensagem carregada de farpas contra Johnny Marr, texto esse que depois foi deletado do site oficial do vocalista, mas que já circula pelos fóruns especializados.

Motivo do tumulto? Um documentário da BBC previsto para estrear em 13 de julho, que aborda a trajetória da banda, mas fomenta uma narrativa que Morrissey não aprovou. Ele alega não ter sido convidado para participar e avalia que o produto favorece Marr, numa visão unilateral da história do grupo.

As acusações de Morrissey

Na mensagem de quase 750 palavras, Morrissey não economizou nas farpas. Ele afirmou que Marr tem feito de tudo para apagar a sua influência na banda, inclusive deturpando o significado dos Smiths para o público. O cantor classificou o guitarrista como alguém que destrói o legado da banda, acusando-o de dividir os fãs entre "marrians" e "morrisseyans" e de ter abraçado a posse legal do nome The Smiths mesmo sabendo que a ideia do nome partiu do próprio Morrissey.

"Marr só vive olhando para trás, enquanto a verdade é ignorada", escreveu o vocalista, lembrando que, 40 anos depois, a disputa entre eles ainda se arrasta, e que o documentário seria uma extensão desse conflito doloroso para quem acompanha a banda desde o começo.

Ele ainda criticou a forma como Marr interpreta "How Soon Is Now?", ironizando a entrega do guitarrista na música. Lamentou que, se Marr tivesse escolhido investir em mais discos com os Smiths em vez de migrar para outras bandas, talvez o legado tivesse sido diferente. E encerrou com um recado cortante: tudo que Marr oferece, na visão dele, é destruição.

A histórica rixa entre os dois

Essa não é a primeira vez nos últimos meses que os dois trocam farpas públicas sobre o futuro da antiga banda. No fim de 2024, Morrissey revelou que teria concordado com uma possível reunião para uma última turnê, não por afeição a Marr, mas para agradecer aos fãs que acompanharam o grupo por décadas. Ele frisou que não tem nenhuma ligação emocional com o ex-parceiro e acusou Marr de se colocar como guardião dos Smiths apenas para manter relevância na imprensa.

Ainda neste ano, veio outro capítulo envolvendo o controle do nome The Smiths. Morrissey disse que Marr teria barrado lançamentos importantes, como uma coletânea de maiores sucessos e uma caixa especial de 40 anos do álbum de estreia. Marr reagiu dizendo que, em 2018, após uma tentativa de terceiros de registrar a marca, ele tentou envolver Morrissey para proteger o nome, e, sem obter resposta, resolveu cuidar disso sozinho.

Mais do que um desentendimento: um conflito sem prazo de validade

Por trás dos detalhes legais e das declarações inflamadas está uma rixa que mistura questões artísticas, pessoais e de controle. Morrissey critica Marr por se apropriar da marca Smiths e dividir os fãs, enquanto Marr acusa Morrissey de se isolar e impedir qualquer retomada da banda. O documentário da BBC parece ter sido o estopim para Morrissey reabrir essas feridas.

Análise

Quando criatividade se mistura com contabilidade e disputa pelo nome, quem perde é o legado artístico. Morrissey é conhecido por ser direto nas críticas, mas aqui ele levanta um ponto que ressoa com muitos fãs históricos, aqueles que veem o nome The Smiths como patrimônio coletivo, não como propriedade de uma narrativa construída por apenas um lado.

O documentário da BBC aparece como estopim, mas a briga vai muito além, alimentada por ressentimentos que talvez nunca encontrem um desfecho harmonioso. É um lembrete duro sobre como bandas fundamentais da história do rock enfrentam conflitos internos que seguem afetando seus seguidores e seu catálogo décadas depois.

O que isso significa para os fãs brasileiros

A repercussão dessa disputa também chega forte ao Brasil, onde os Smiths marcaram gerações desde os anos 1980. Apesar de o grupo nunca ter realizado grandes turnês por aqui, sua influência na cena alternativa nacional é inegável, o indie rock e o rock alternativo que floresceram no país têm nos Smiths um dos seus pilares mais citados.

Para muitos fãs brasileiros, o embate atual vai além do ego entre dois músicos distantes: ele impacta diretamente o acesso ao legado da banda, seja por meio de reedições, lançamentos ou projetos comemorativos que poderiam aproximar essa obra do público jovem. A novela segue, e o Brasil assiste com atenção, na esperança de que a música, no fim, fale mais alto do que os advogados.

Fontes e referências

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