Metallica quebra recorde histórico no Olimpíada de Berlim com mais de 94 mil fãs
Por Redação RockFuel ·
Metallica volta a dominar Berlim com show que reuniu mais de 94 mil fãs, batendo recorde no histórico Olympiastadion. Saiba como a turnê M72 mantém viva a chama do rock pesado.

Imagem: Foto: Reprodução / loudwire.com
Metallica quebra recorde histórico no Olympiastadion com mais de 94 mil fãs
No último sábado, 30 de maio, o Metallica escreveu mais um capítulo na história do rock pesado. O palco foi o Olympiastadion, o estádio olímpico de Berlim, Alemanha — aquele mesmo que carrega a memória das Olimpíadas de 1936. Mais de 94 mil pessoas estiveram lá para ver a lendária banda, estabelecendo o maior público já registrado no local desde sua reforma em 2004.
O número impressiona ainda mais quando se leva em conta que a capacidade oficial do estádio é de 74.475 assentos. O segredo para esse público gigantesco está no formato de palco circular adotado pelo Metallica ao longo de toda a turnê M72. Sem a estrutura tradicional bloqueando setores inteiros, o quarteto conseguiu liberar praticamente todas as dependências do estádio para a galera. O recorde anterior pertencia ao U2, que reuniu 90 mil espectadores no mesmo local em 2009.
Uma turnê que ultrapassa fronteiras e números
A M72 World Tour tem sido uma maratona de grandes públicos e performances impecáveis. Em agosto de 2023, os dois shows no SoFi Stadium, em Los Angeles, atraíram cerca de 78 mil fãs por noite — um recado claro de que o rock ainda move multidões. Em maio deste ano, antes de Berlim, a banda já havia feito história em Atenas, reunindo mais de 90 mil pessoas no estádio olímpico da cidade.
No show de Berlim, o setlist contou com 16 faixas. A abertura ficou por conta de "Creeping Death" e o encerramento com "Enter Sandman" — os clássicos que os fãs esperam e que nunca decepcionam.
Próximos passos da turnê
A banda segue pela Europa nesta temporada, com datas confirmadas em Bolonha, na Itália, além de Budapeste, Dublin, Glasgow e Cardiff. Para fechar a sequência europeia do verão do hemisfério norte, o Metallica retorna a Londres nos dias 3 e 5 de julho. Depois, a festa continua nos Estados Unidos, onde a banda retoma as atividades em outubro com uma residência no The Sphere, em Las Vegas.
Análise RockFuel
É fascinante acompanhar uma banda que começou nos anos 80 quebrando barreiras que muitos artistas jovens sequer chegam perto. O Metallica não está apenas celebrando números expressivos — está provando que o rock pesado segue relevante e capaz de lotar estádios olímpicos em 2026.
A escolha pelo palco circular funciona como símbolo dessa evolução: o público vira protagonista, sem divisões ou distâncias artificiais. É uma decisão prática, mas também simbólica, que diz muito sobre o quanto a banda se preocupa em entregar a melhor experiência possível para quem está nas arquibancadas.
Esses números também refletem uma conexão genuína entre o Metallica e sua legião de fãs ao redor do mundo. Sem depender de modismos ou hits instantâneos, a banda segue apostando no seu som cru — e é exatamente isso que mantém vivo o espírito do heavy metal de verdade. Aqui no RockFuel, a gente valoriza trajetórias que sabem unir passado e presente com coerência, e o Metallica faz isso melhor do que quase todo mundo.
A M72 não é só mais uma turnê: é uma aula de como montar um espetáculo que merece plateias gigantescas sem abrir mão da essência do rock. Quem acompanha essa saga sabe que o Metallica manteve a postura ao longo de décadas. Isso faz toda a diferença.
O Brasil tem uma relação histórica com o Metallica que vai além dos shows — o Rock in Rio de 1995 reuniu mais de 250 mil pessoas para assistir à banda num dos maiores eventos musicais já realizados no país. Aquele show ficou gravado na memória coletiva do rock brasileiro, e cada recorde quebrado pela banda mundo afora é lembrado aqui com a reverência de quem sabe que foi parte de algo épico.
Com informações de Metallica Set Yet Another Record While on 2026 Tour.