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Metallica e as músicas que dominaram (e as que sumiram) na turnê M72

Por Redação RockFuel ·

Metallica fechou a M72 World Tour com a mescla entre as músicas do novo álbum e os clássicos que nunca saem do setlist. Saiba quais faixas dominaram – e as esquecidas – em cada etapa dessa longa jornada.

Metallica e as  músicas que dominaram (e as que sumiram) na turnê M72

Imagem: Foto: Reprodução / loudwire.com

A turnê que não parou mais

Depois de mais de três anos na estrada, o Metallica finalmente encerrou a monumental turnê M72, que começou em 27 de abril de 2023, em Amsterdam, e só foi finalizada em 5 de julho de 2026, no palco de Londres. Foram 99 shows atravessando 26 países – com os Estados Unidos liderando o mapa, com 39 datas, seguido por Alemanha, Canadá e Reino Unido, que receberam a banda com seis a sete apresentações cada.

O peso do álbum novo no setlist

Lançado apenas 13 dias antes do início da turnê, o 72 Seasons – 11º álbum de estúdio da banda – chegou carregando expectativa e acabou moldando boa parte do repertório inicial. No começo, era nítido o quanto o Metallica apostou nas faixas do lançamento. "Lux Aeterna", primeiro single do disco, liderou o ranking de músicas mais tocadas no primeiro ano, com 15 execuções.

Clássicos como "Master of Puppets" e "Enter Sandman" também marcaram presença forte, tocados 14 vezes cada. Já algumas canções mais obscuras, como "I Disappear" e "Cyanide", praticamente sumiram do mapa – tocadas apenas uma ou duas vezes.

O equilíbrio entre novidade e tradição em 2024

No segundo ano, o Metallica manteve uma rotina intensa, circulando entre América do Norte e Europa. A regra de nunca repetir exatamente o mesmo setlist em duas datas na mesma cidade continuou firme, mantendo o frescor para quem foi a mais de um show. A aposta no 72 Seasons persistiu, com "Lux Aeterna" e a faixa-título dividindo o destaque com os clássicos de sempre.

O grupo também começou a incluir covers no repertório, embora raramente os repetisse durante o mesmo trecho da turnê. Entre as menos tocadas, faixas como "You Must Burn" e covers como "Whiskey in a Jar" apareceram apenas uma vez.

2025: o ano mais pesado da turnê

O ano de 2025 foi o mais puxado da tour, com 29 shows ao redor do mundo. Foi também quando o setlist passou por uma virada perceptível: o peso das músicas do novo álbum diminuiu consideravelmente, enquanto os clássicos receberam atenção redobrada.

A aventura geográfica incluiu pela primeira vez shows na Oceania e no Oriente Médio, com paradas em países como Austrália, Qatar e Emirados Árabes Unidos. Músicas como "Until It Sleeps", bastante presente em 2024, quase desapareceram – tocadas uma única vez no ano seguinte. Já "Creeping Death" e "Master of Puppets" dominaram o palco com 22 execuções cada.

O encerramento europeu e o legado da M72

Nos últimos 16 shows, todos na Europa em 2026, o setlist voltou ao básico – os maiores sucessos, sem muita surpresa. A exceção ficou por conta de "The Unforgiven", que entrou pela primeira vez na lista das músicas mais tocadas em um único ano da turnê. Outros pilares como "Enter Sandman" e "Fuel" mantiveram firme o seu espaço, enquanto faixas mais pesadas, como "Hardwired" e "Fight Fire With Fire", passaram longe dos holofotes, tocadas apenas uma vez naquele ano.

O que o setlist revela sobre o Metallica de hoje

O que essa cronologia mostra é que o Metallica ainda equilibra na corda bamba: tenta trazer o novo sem deixar o passado de lado. O 72 Seasons teve destaque real, especialmente no começo, mas os fãs de carteirinha – e a banda sabe disso – esperam os clássicos que moldaram o metal e o rock nos últimos 40 anos.

A decisão de nunca repetir o repertório em datas próximas revela uma preocupação genuína em manter o frescor, sem cair na mesmice que costuma cansar plateias. E a inserção de covers espalhados aqui e ali denota uma experimentação controlada – o Metallica ainda arrisca, mesmo que com moderação. No plano global, a turnê foi bastante ambiciosa, levando o nome da banda para novos mercados e reafirmando sua hegemonia em países onde o metal tem base sólida.

O que isso significa para o Brasil

Para os fãs brasileiros, acompanhar os detalhes da M72 é também um exercício de nostalgia e expectativa. O Metallica tem uma relação histórica intensa com o Brasil – os shows por aqui, desde os anos 90, ajudaram a consolidar gerações inteiras de headbangers e a fortalecer o mercado de heavy metal no país.

A dimensão global dessa turnê, que chegou a novos territórios como Oriente Médio e Oceania, só reforça o alcance de uma banda que, décadas depois, ainda move multidões. Com o mercado brasileiro de shows aquecido e uma base de fãs que não arrefece, a pergunta que fica no ar é inevitável: quando o Metallica volta?

Fontes e referências

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