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Linkin Park volta aos holofotes com documentário 'Unshatter' e lançamento de álbum ao vivo

Por Redação RockFuel ·

A apuração corrigiu um erro de data: o show de São Paulo que inspira o documentário 'Unshatter' aconteceu em novembro de 2024, não 2025 — e foram duas noites esgotadas, não uma.

Linkin Park volta aos holofotes com documentário 'Unshatter' e lançamento de álbum ao vivo

Imagem: Foto: Reprodução / metal-hammer.de

Do luto à reinvenção: o novo capítulo do Linkin Park

Sete anos depois da morte de Chester Bennington, em julho de 2017, o Linkin Park anunciou o documentário Unshatter, com estreia mundial limitada em cinemas a partir de 30 de setembro de 2026. O filme é uma coprodução da banda com a CJ 4DPlex e a Trafalgar, e os ingressos para as sessões começam a ser vendidos em 13 de agosto.

Dirigido por Joe Hahn, DJ e membro da banda desde sempre, o documentário acompanha o caminho do retorno do Linkin Park desde as primeiras sessões de estúdio de 2022 até as duas apresentações esgotadas em São Paulo, nos dias 15 e 16 de novembro de 2024 — coincidindo com o lançamento do álbum From Zero, o primeiro disco da banda desde 2017.

O nome do filme não é aleatório: "Unshatter" também é uma música do Linkin Park, lançada em abril de 2025 como segundo single da edição deluxe de From Zero. O primeiro show em São Paulo abriu com "Somewhere I Belong", faixa do álbum Meteora (2003), num momento que os relatos da apresentação descrevem como emocionalmente intenso para o público.

A nova formação e o processo criativo

O documentário também acompanha a chegada dos novos integrantes: a vocalista Emily Armstrong, cofundadora da banda Dead Sara em 2005, o baterista Colin Brittain — que já produziu para G Flip, Illenium e One OK Rock — e o guitarrista de turnê Alex Feder, que assumiu o posto ao vivo antes ocupado por Brad Delson.

Segundo Joe Hahn, o objetivo do filme é mostrar aos fãs antigos partes da jornada que nunca viram, e ajudar quem está descobrindo a banda agora a entender como ela chegou até aqui. Ele descreveu o projeto como uma história sobre relacionamentos, resiliência e o que realmente significa seguir em frente sem ter todas as respostas.

O álbum ao vivo e o que vem depois

Junto ao documentário, sai em 25 de setembro um álbum ao vivo com 20 faixas gravadas durante as apresentações em São Paulo. É a primeira vez que a banda documenta oficialmente, em disco, o show que marcou o retorno da nova formação aos palcos depois de sete anos de hiato.

O Linkin Park já tinha mantido presença mesmo sem tocar ao vivo — relançou edições comemorativas de Hybrid Theory (2000) e Meteora, além da coletânea Papercuts. Mas Unshatter é o primeiro registro oficial, em vídeo, de como a banda reconstruiu a própria identidade depois da morte de Bennington.

Por que São Paulo

A escolha de fechar o documentário no Brasil não foi aleatória. Os dois shows no Allianz Parque esgotaram rapidamente — o segundo foi anunciado só depois de a demanda pelo primeiro superar as expectativas da banda. A transmissão da primeira noite foi ao ar pela Multishow, com direito a entrevista pré-show, ampliando o alcance do evento para além de quem estava no estádio.

Análise RockFuel

O detalhe mais revelador da história é o nome do filme não ser só uma escolha simbólica: "Unshatter" é uma música real, escrita pela formação atual, o que amarra o documentário à própria obra que a banda está construindo agora — não apenas ao luto que a antecede.

O Linkin Park está fazendo algo pouco comum para uma banda que perdeu seu vocalista original: documentar a reconstrução em tempo real, com as próprias imagens, em vez de deixar só a nostalgia contar essa história. O show de São Paulo virar o marco escolhido para fechar esse capítulo mostra o quanto a resposta do público brasileiro pesou nessa decisão.

Fontes e referências

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