Kirk Hammett cai do palco em show do Metallica em Dublin e segue com a apresentação
Por Redação RockFuel ·
Kirk Hammett caiu do palco tocando 'Seek & Destroy' em Dublin — dias depois de uma polêmica com fãs da Taylor Swift, o que rendeu piadas sobre 'karma' que nada têm a ver com a causa real do tombo.
Na sexta-feira, 19 de junho, durante o primeiro dos dois shows do Metallica no Aviva Stadium, em Dublin, Kirk Hammett caiu do palco em plena execução de "Seek & Destroy", clássico de 1983 do álbum Kill 'Em All. O guitarrista pisou numa cobertura do palco que cedeu sob o peso dele, escorregando para a beira e caindo perto da grade, diante de um público estimado entre 40 e 50 mil pessoas.
Fãs próximos ajudaram Hammett a se levantar quase imediatamente, e ele retomou a música perdendo só alguns acordes. No Instagram, publicou um vídeo do tombo com a legenda "Slip & Destroy" — trocadilho com o nome da própria música que tocava no momento da queda. Não foi a primeira vez: ele já tinha caído durante um show em Detroit, em novembro de 2023.
Um detalhe curioso no timing
A queda aconteceu poucos dias depois de Hammett usar, no show de 13 de junho em Budapeste, uma camiseta com a frase "Taylor Swift Is a CIA Psyop" — o que gerou reação de fãs da cantora nas redes sociais. A Rolling Stone chegou a descrever o tombo como uma "pequena dose de karma", numa brincadeira sem qualquer relação factual com a causa real do acidente.
O que vem a seguir
O último show da atual etapa da turnê M72 está marcado para 5 de julho, em Londres. Depois, a banda entra em hiato antes da residência Life Burns Faster, na Sphere de Las Vegas, com 24 datas entre outubro de 2026 e março de 2027 — além de duas apresentações extras em Connecticut, com Suicidal Tendencies e Spiritbox na abertura.
Análise RockFuel
Aos 63 anos e com mais de quatro décadas de estrada, Hammett trata um tombo ao vivo com o mesmo bom humor que sempre marcou sua relação com o público — e o fato de ter voltado a tocar em segundos, sem se abalar, mostra o tipo de reflexo que só se constrói depois de milhares de shows.
O episódio também expõe, de forma mais séria, o quanto a estrutura elaborada da turnê M72 — com passarelas estendidas e palcos em formato circular — aumenta o risco físico para quem se apresenta. Não é a primeira vez que a montagem ambiciosa da turnê rende esse tipo de imprevisto, e provavelmente não será a última.