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Ex-guitarrista do Turnstile será julgado por tentativa de homicídio em outubro

Por Redação RockFuel ·

Brady Ebert, cofundador do Turnstile, vai a julgamento em outubro por tentativa de homicídio contra o pai do vocalista da banda. Ele nega as acusações e alega legítima defesa.

Ex-guitarrista do Turnstile será julgado por tentativa de homicídio em outubro

Brady Ebert, cofundador e ex-guitarrista do Turnstile, tem julgamento marcado para 5 de outubro, na Corte de Circuito de Rockville, Maryland, com previsão de durar até o dia 7, sob presidência do juiz John M. Maloney. Ele responde por tentativa de homicídio em primeiro grau — crime que pode resultar em prisão perpétua — além de tentativa de homicídio em segundo grau, agressão em primeiro grau e duas acusações de agressão em segundo grau.

O caso é referente a um episódio de 29 de março de 2025, em Silver Spring. Segundo o relatório da polícia do Condado de Montgomery, Ebert teria ido até a casa de William Yates, pai do vocalista Brendan Yates, buzinado e gritado antes de voltar e atingir Yates, então com 79 anos, com o carro. A família relatou que a filha de Yates e o marido dela estavam tirando os filhos do carro quando Ebert se aproximou.

Yates teria jogado uma pedra no veículo antes de ser atingido. Segundo a polícia, Ebert deixou o local sem acionar o serviço de emergência. Yates sofreu ferimentos graves, incluindo fratura na perna, e passou por cirurgia.

A versão de Ebert

Ebert negou as acusações. Em audiência anterior, disse a um funcionário do tribunal: "Isso é pura legítima defesa." A acusação original, de tentativa de homicídio em segundo grau, foi elevada para primeiro grau depois que um grande júri do Condado de Montgomery reavaliou o caso em abril, entendendo haver indício de premeditação — distinção central entre os dois graus na legislação de Maryland.

O rompimento com o Turnstile

Ebert ajudou a fundar o Turnstile em 2010 e integrou a banda em álbuns como Time & Space (2018) e o indicado ao Grammy Glow On (2021). Deixou o grupo em 2022. Em comunicado à época, a banda disse ter cortado laços "em resposta a um padrão consistente de comportamento prejudicial" e que, "depois de esgotar todos os recursos disponíveis para apoiar o acesso dele a ajuda e recuperação", foi preciso estabelecer um limite quando ele começou a fazer ameaças de violência.

Análise RockFuel

Esse é um caso que ainda está em aberto na Justiça — Ebert nega as acusações e alega legítima defesa, e cabe ao julgamento de outubro decidir o que de fato aconteceu. O relato da polícia e da família é detalhado e consistente entre as fontes, mas a presunção de inocência segue valendo até sentença.

O que já está claro, independente do desfecho judicial, é que o rompimento de 2022 não foi um mal-entendido pontual — a própria banda já sinalizava, na época, que via um padrão de comportamento preocupante. O caso reacende essa história sob uma luz bem mais grave do que qualquer racha criativo comum entre ex-integrantes de banda.

Fontes e referências

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