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Deep Purple e os bastidores do revival sonoro com SPLAT!

Por Redação RockFuel ·

SPLAT!, novo álbum do Deep Purple, é companheiro conceitual do Whoosh! (2020) e traz Keith Urban tocando guitarra convidado — tudo isso gravado ao vivo em estúdio, no método clássico da banda.

Deep Purple e os bastidores do revival sonoro com SPLAT!

O Deep Purple lançou SPLAT! em 3 de julho, pela earMUSIC — 24º álbum de estúdio da banda e sexta colaboração seguida com o produtor Bob Ezrin, parceria que já vem desde Now What?!, de 2013. São 13 faixas, gravadas ao vivo em estúdio, no método tradicional que a banda sempre usou.

O título não é aleatório: segundo o baixista Roger Glover, a ideia foi inteiramente de Ian Gillan, que via o disco como continuação direta de Whoosh! (2020). Se aquele álbum sugeria movimento, SPLAT! traz o impacto. Gillan encontrou o nome numa caderneta antiga, de dois ou três discos atrás — por anos, achou que soava "terminal" demais, até encontrar um sentido positivo: o disco não fala de destruição, mas de transformação, a humanidade avançando para além da existência física.

Uma formação renovada

Esse é o segundo disco da banda com o guitarrista Simon McBride, que substituiu Steve Morse após 28 anos de banda. A formação atual é um quinteto: Gillan (80), Glover (80), Ian Paice (70) na bateria e Don Airey (78) nos teclados completam o grupo. Um dos destaques do álbum é a participação do astro country Keith Urban na guitarra de "Diablo" — gravada no estúdio que hoje é dele mesmo, em Nashville.

Gillan resumiu o espírito do disco: "Voltamos a fazer material compatível com 'Highway Star', 'Smoke on the Water', 'Lazy' — a dinâmica, o equilíbrio e a diversão da música que fizemos entre 69 e 73."

Turnê mundial em andamento

O lançamento acontece em meio a uma das agendas mais movimentadas da carreira da banda: a turnê mundial de 2026 já soma mais de 80 apresentações em 28 países, em três continentes.

Análise RockFuel

O que chama atenção em SPLAT! não é a mudança de produtor — Ezrin já trabalha com o Deep Purple desde 2013, então não é bem uma novidade. É a disposição de uma banda com idade média acima dos 75 anos de gravar ao vivo, junta, no estúdio, do jeito que faziam nos anos 70, em vez de recorrer a atalhos digitais.

A colaboração com Keith Urban também diz algo sobre como essas fronteiras de gênero estão mais porosas do que nunca — um astro do country contemporâneo tocando guitarra num disco de hard rock veterano, sem que isso pareça estranho para nenhum dos dois lados.

Fontes e referências

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